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Médico da MedCel participa do programa Bem Estar da Rede Globo.

Na quinta feira(5) o Dr. Luis Fernando Bouzas, participou do programa Bem Estar com um especial sobre Células Tronco, Medula Óssea e Sangue de Cordão Umbilical. A didática utilizada é ótima para o entendimento de todos sobre esse assunto. Segue o link abaixo com todos os videos e informações necessárias para você também ficar um pouco mais por dentro desse assunto.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/09/entenda-como-funcionam-doacao-e-o-transplante-de-medula-ossea.html

 

 

Brasil tem o terceiro maior registro de doadores de medula óssea do mundo

Redome é gerenciado pelo INCA e tem cerca de 3 milhões de pessoas na lista de voluntários, perdendo apenas para os Estados Unidos e a Alemanha

Número de doadores de Medula Óssea cresce: Brasil é o terceiro maior registro do mundo (Foto: Divulgação)

O Brasil possui o terceiro maior registro de doadores de medula óssea do mundo. Perde apenas para os Estados Unidos e para a Alemanha. Os quase 3 milhões de voluntários dispostos a doar células-tronco da medula óssea estão cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, idealizado em 1993. Gerenciado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), com sede no Rio de Janeiro, o Redome teve um aumento de 16.000% no número de cadastros desde 2000.
“Antes do Redome, a alternativa era procurar o doador na família. E isso limitava bastante. Geralmente, é possível encontrar compatibilidade entre irmãos. Cada um tem cerca de 25% de chance de ser compatível. Hoje em dia, com o Redome, a chance inicial é de 70%”, compara o hematologista e diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca Luís Fernando Bouzas. Hoje, 1.050 pessoas estão à procura de um doador compatível de medula óssea no país.
Para ser doador de medula óssea, em casos não aparentados, é preciso se cadastrar no Redome. Para isso, é preciso ter entre 18 e 55 anos, e dirigir a um dos hemocentros do país. Depois de preencher o cadastro, os interessados assistem a uma palestra onde especialistas irão orientar e tirar possíveis dúvidas. Em seguida, será coletada uma pequena amostra de sangue para fazer um rastreamento de doenças transmissíveis pelo sangue como toxoplasmose, HIV ou doenças como anemia congênita e câncer, mas também para identificar o complexo principal de histocompatibilidade (MHC).

 

Hematologista do Inca, Luís Fernando Bouzas:
Medula Óssea (Foto: Divulgação)

O MHC é um grupo de genes encontrado no cromossomo 6 com papel fundamental no sistema imune e autoimune dos seres humanos. “Lembra quando se fala de rejeição? Pois, então, quando se rejeita um órgão transplantado é porque esses genes do doador não são compatíveis com o da pessoa transplantada. São eles que rejeitam o órgão”, explica Luís Fernando Bouzas. “Muitos confundem a compatibilidade ao tipo sanguíneo e até mesmo com o sexo ou raça. Não é bem assim. A compatibilidade ou não entre paciente e doador de transplante está no Complexo Principal de Histocompatibilidade”, continua.
Do outro lado, do lado do paciente, o médico o inscreve em outra lista, o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea. Assim, os dados do Roreme e do Redome são cruzados. Ao identificar o doador, o Redome entra em contato com a pessoa para que se comece uma batelada de testes para complementar as informações do exame de sangue feito lá no início. “Uma pessoa pode ficar muito tempo na lista de doador. Ele pode até ter desistido”, explica. Entre os testes, são feitos exames para saber se há doenças infecciosas, hepatite, problemas cardíacos, entre outros possíveis riscos. É fundamental que o doador esteja em boa saúde e não tenha doenças do coração.
São necessários de três a quatro meses entre exames e esperas para saber se o doador é realmente compatível. Nos dias que antecedem a cirurgia, não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia onde é aspirada a medula. “A doação tradicional é feita com anestesia, porque a punção dói. Mas o único risco para o paciente está na anestesia”, explica o hematologista do Inca.
Durante o transplante, retira-se de 10 a 15% da medula do doador e 15 dias após a doação, a pessoa terá a reposição completa do tecido líquido-gelatinoso. O doador ainda poderá fazer outra doação, caso seja do seu interesse, depois de seis meses da última cirurgia.
O Redome faz parte de uma rede internacional de mais de 20 milhões de possíveis doadores. Por isso, é possível fazer busca na Bone Marrow Donors Worldwide (BMDW) e em minutos ter a comprovação de compatibilidade com doadores de outras partes do mundo.
Mas o transplante de células-tronco hematopoéticas da medula óssea não é o único meio para se ajudar um paciente. Há também o sangue do cordão umbilical placentário e o transplante haploidêntico, para o caso de o doador não ser totalmente compatível com o paciente. O sangue do cordão umbilical e placentário é uma rica fonte de células progenitoras. Ele vem sendo utilizado como modelos terapêuticos onde é indicado o transplante de medula óssea. No entanto, a quantidade de células-tronco é suficiente para transplantar em pessoas com até 50 quilos. Para adultos, um cordão umbilical não basta. Se houver mais de uma pessoa compatível e número de células suficiente, é possível realizar o transplante dessas células progenitoras em adultos.

Vanderson Rocha: medula óssea
(Foto: Divulgação/Hospital Sírio-Libanês)


“Quando o doador não é compatível com o paciente, os linfócitos do doador atacam as células do paciente. E isso é mortal. Com algumas técnicas do transplante haploidêntico, podemos selecionar células que não queremos transplantar – como os linfócitos, por exemplo. As células passam por uma seleção para escolhermos as células tronco hematopoéticas”, explica o coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Sírio-Libanês Vanderson Rocha. Mas as técnicas são experimentais e pode haver risco de infecção para o paciente. “É preciso todo o tipo de cuidado com as infecções e com a doença do enxerto-contra-hospedeiro”, explica Vanderson Rocha, complicação comum em transplantes de medula óssea. Por isso, em algumas técnicas, o médico aumenta o coquetel de drogas imunossupressoras ou é feito o uso da ciclofosfamida depois do transplante.

 

“Hoje, com as novas técnicas e tecnologias, o problema não está mais em encontrar doador, mas, sim, leitos disponíveis para se fazer os transplantes”, explica o médico.

 

 

http://redeglobo.globo.com/globociencia/noticia/2012/09/brasil-tem-o-terceiro-maior-registro-de-doadores-de-medula-ossea-do-mundo.html

Torcedores ilustres aderem campanha “Vascaíno é sangue bom”

Presentes na Tribuna de Honra de São Januário na noite da última quinta-feira (16/08), acompanhando a partida entre Vasco e Coritiba pelo Brasileirão, o modelo Kadu Parga e o ex-goleiro Acácio exibiram no intervalo de jogo, a camisa da campanha de doação de sangue “Vascaíno é sangue bom”.


Foto: Raquel Rodrigues Silva/Divulgação.

A campanha foi lançada pelo Vasco, em atenção à iniciativa de um grupo de torcedores. O objetivo do movimento de doação de sangue é promover, no dia 18 de agosto, Caravanas Solidárias, formadas por vascaínos, para proporcionar o aumento de doação de sangue e medula óssea, em diversas capitais brasileiras. O diretor do centro de transplantes do Inca, o doutor Luis Fernando Bouzas, que também esteve no Caldeirão acompanhado pela filha Julia, de 17 anos, enalteceu a ação do Vasco.

– Temos um apoio muito grande da população, mas por ser desta vez um clube fazendo esta iniciativa, a motivação das pessoas aumenta ainda mais. O Vasco está de parabéns pela iniciativa e serve de exemplo para os outros clubes – comentou o médico Luis Fernando Bouzas com exclusividade ao site oficial.


Roberto Dinamite ao lado do diretor do Inca, Luis Fernando Bouzas. Foto: Raquel Vieira/Vasco.com.br


Acácio e Roberto Dinamite. Foto: Raquel Rodrigues Silva/Divulgação.

Ao todo, 28 cidades brasileiras receberão a visita das caravanas vascaínas: Aracaju (SE), Araruama/Cabo Frio (RJ), Barra do Garças (MT), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Brumado (BA), Criciúma (SC), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE) Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP) Maceió (AL), Manaus (AM), Mossoró (RN), Natal (RN), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos Dumont (MG) São Luis (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI), Vila Velha/Vitória (ES) e Volta Redonda (RJ).

No Rio de Janeiro, o Hemorio, na Rua Frei Caneca 8, Centro, foi o escolhido pelo movimento. A coleta de sangue será feita no dia 18 de agosto, das 7h às 18h. Torcedores com a camisa do Vasco terão direito a transporte de graça. Os ônibus partirão, de São Januário, a partir das 8h, com destino ao Hemorio. Para os que não puderem doar sangue ou medula óssea neste dia, o Vasco solicita que sejam feitas doações, durante o evento no Hemorio, de produtos de higiene pessoal (principalmente fraldas geriátricas e infantis e absorventes geriátricos); leite em pó integral; roupas e brinquedos novos (por conta da baixa imunidade dos pacientes) ao Instituto Nacional do Câncer – INCA.

O que é preciso para doar sangue:

– Portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho certificado de reservista ou carteira do conselho profissional)

– Estar bem de saúde

– Ter entre 16 (*) e 68 anos (incompletos) – (*) jovens com 16 e 17 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsáveis legais. O modelo de autorização pode ser adquirido no site do Hemorio: http://www.hemorio.rj.gov.br/html/pdf/Menor_idade.pdf

– Pesar no mínimo 50 Kg

– Não estar em jejum. Evitar apenas alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação

Situações que impedem provisoriamente a doação:

– Estar com febre acima de 37°C

– estar gripado(a) ou resfriado(a)

– No caso das mulheres, estar grávida ou ter sido submetida a parto normal nos últimos 90 dias ou à cesariana, nos últimos 180.

– Também no caso das mulheres, estar amamentação, até um ano após o parto

– Fazer uso de alguns medicamentos

– Ter anemia

– Ter sido submetido a cirurgia

– Ter extraído dente, nas últimas 72 horas

– Ter feito tatuagem no último ano

– ter sido vacinado recentemente (o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina)

– Ter sido submetido a transfusão de sangue no último ano

O que é preciso para doar medula:

Qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos de idade, com boa saúde e com os mesmos requisitos para ser doador de sangue, excluindo-se os referentes à idade mínima e máxima, poderá doar.

Números de transplantes de Medula Óssea está crescendo no Brasil mas ainda é insuficiente

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