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Após 12 horas de transplante, empresário com leucemia recebe medula óssea doada por polonês 90% compatível

Procedimento foi realizado nesta sexta-feira (30), no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, em São Paulo. Thiago Wilfer foi diagnosticado com a doença em janeiro de 2017.

O tão esperado dia chegou: depois de quase 12 horas de operação, o empresário sorocabano Thiago Wilfer, diagnosticado com leucemia em janeiro de 2017, recebeu o transplante de medula óssea doada por um polonês, de 26 anos, 90% compatível com ele.

O procedimento foi realizado nesta sexta-feira (30), no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), em São Paulo, onde Thiago está internado desde o dia 22 de novembro.

De acordo com a esposa dele, Marina Wilfer, que fez uma transmissão ao vivo no Facebook minutos antes do transplante, o transplante teve início por volta das 11h30 e terminou às 23h15. Ao todo, Thiago recebeu três bolsas.

No fim da noite, Marina publicou uma mensagem em sua conta pessoal comemorando o sucesso do transplante e o fato de que o marido não teve reação alguma durante o procedimento.

“Agora começa a espera pela PEGA da medula, o dia em que ela começará a funcionar no corpo do Thiago, o dia em que saberemos que o transplante funcionou…esse dia será considerado o novo nascimento dele! Estou apostando no dia 18/12, mas o dia que for será muito comemorado e feliz!”, disse.

De acordo com ela, até se acostumar à nova medula óssea, Thiago ficará com imunidade zerada e precisará de todos os cuidados possíveis para não pegar nenhuma infecção.

Marina encerra o post agradecendo ao doador, à equipe médica responsável pelo tratamento do empresário e aos amigos e familiares.

“Nossos corações estão cheios de gratidão! Gratidão primeiramente a Deus pela vida do Thiago, ao anjo doador pelo ato heróico de amor ao próximo e por dar a segunda chance de vida ao Thiago! Amamos todos vocês!”, completou.

Luta pela vida

Após o diagnóstico de leucemia, a luta de Thiago para encontrar um doador de medula óssea compatível começou em junho deste ano, com uma campanha nas redes sociais que incentivou o cadastro no banco de doadores.

Voluntários se comoveram com a história e foram até o Hemonúcleo de Sorocaba para realizar o cadastro, mas o limite de 200 cotas por mês gerou muitas indignações nas redes sociais. Diante da situação, os doadores organizaram caravanas para hemonúcleos de São Paulo e Campinas.

Foi então que um doador da Polônia, com 90% de compatibilidade, foi encontrado. Os médicos fizeram exames que indicaram que os 10% de incompatibilidade não apresentariam rejeição durante o transplante.

Pouco antes do procedimento, os médicos descobriram tumores na cabeça de Thiago, que precisou fazer uma série de oito radioterapias para combater o problema.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2018/12/01/apos-12-horas-de-transplante-empresario-com-leucemia-recebe-medula-ossea-doada-por-polones-90-compativel.ghtml

Nobel de Medicina vai para pesquisa de tratamento de câncer

A imunoterapia, um tipo de tratamento que usa o sistema imune para atacar células de câncer, levou dois pesquisadores, um americano e um japonês, a ganharem o prêmio Nobel de Medicina este ano. Os cientistas desenvolveram uma terapia que faz com que as células de defesa do próprio organismo do paciente voltem a atacar os tumores.

Leia a notícia:

Superinteressante: https://super.abril.com.br/ciencia/nobel-de-medicina-2018-vai-para-os-pais-da-imunoterapia-contra-o-cancer/

Saiba mais sobre imunoterapia: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=104

imunoterapia

Citômetro de fluxo

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A MedCel conta agora com um citômetro de fluxo entre seus equipamentos. Antes, a análise era feita em um laboratório parceiro.

O aparelho faz a contagem, classifica e analisa as características das células, em grandes quantidades e em pouco tempo.

O objetivo de ter o citômetro na própria MedCel é garantir uma grande vantagem para os pacientes, que vão ter um diagnóstico preciso muito mais rapidamente.

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Aulas do Congresso da SBTMO estão disponíveis

A Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) disponibilizou para download algumas aulas ministradas durante o seu Congresso, realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 2 e 4 de agosto. Também estão disponíveis as seções dos cursos pré-congresso. Entre as aulas disponíveis, você pode baixar a palestra “aplicação do CAR-T Cell no Brasil”, apresentada durante a Conferência Magna por Nelson Hamerschlak; DECH Crônica – Avanços e lições da Clínica, da convidada internacional Mary Flowers; e dados sobre o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), aula ministrada pela coordenadora do Redome, Danielli Oliveira.

Veja as apresentação no link: http://sbtmo2018.com.br/aulas-sbtmo-2018/.

 

 

Transplante de medula óssea: haploidêntico ou cordão

O Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea recebeu dois convidados internacionais na manhã da sexta-feira, dia 2 de agosto, para debater o uso de sangue de cordão umbilical e o transplante haploidêntico. Stefan Ciurea, do Departamento de Transplante de Células-tronco e Terapia Celular do MD Anderson, e Juliet Barker, Diretora do Programa de Transplante de Sangue de Cordão do Sloan Kettering Cancer Center, falaram sobre os prós e contras do uso das duas fontes para os transplantes e como os especialistas poderiam vislumbrar um futuro para a área.

Ambos os palestrantes falaram que a realidade, hoje, é que para todo paciente há uma chance, seja ela um doador familiar, voluntário ou as células do sangue do cordão umbilical. Mas o que os trabalhos de Ciurea e Barker demonstram é que não há uma resposta imediata para a pergunta: qual a melhor fonte para o procedimento? O doador totalmente compatível permanece sendo o primeiro da lista, mas mesmo em casos de compatibilidade fatores como tempo e disponibilidade podem alterar esta equação.

Os transplantes haploidênticos se mostram como uma solução viável e com bons resultados para determinados casos, como o levantamento de Ciurea mostram. Porém, os dados também mostram necessidade de cautela, uma vez que não são tão consistentes em todos os tipos de doenças e mesmo em todos os centros de transplante. “Podemos dizer que o transplante haploidêntico traz menos limitações para o paciente, menos chances de complicações, mas ainda é preciso de mais tempo de acompanhamento dos pacientes para ter resultados consistentes”, explicou Ciurea.

Já o trabalho de Juliet Barker apresentou seu trabalho realizado na Europa, local onde haveria mais miscigenação e, por isso, a médica decidiu focar seus estudos. Para Barker, a vantagem principal do uso do cordão é a disponibilidade, que traz mais rapidez para o procedimento. Mas ela questionou a necessidade de haver um “ranking” das fontes para transplante: “O foco não deveria ser qual dos dois é melhor, mas fazer o melhor transplante, ou seja, quem vai fazer haplo, que seja feito da melhor maneira, quem vai usar cordão, que seja da melhor maneira”.

Ao final das apresentações, o Presidente do Congresso e moderador do debate, Luís Fernando Bouzas, fez uma provocação e perguntou aos palestrantes sobre o fato de que alguns especialistas brasileiros questionam a manutenção dos bancos de sangue de cordão públicos da Rede BrasilCord. Stefan Ciurea acredita que há espaço para todas as fontes, especialmente em uma população tão diversa quanto a do Brasil. “Nem todo mundo vai ter um doador haploidêntico, mas a questão principal, nesse caso, é a relação custo-benefício”, disse. Baker defendeu o uso do cordão e os bancos públicos: “Acho que o cordão funciona melhor para um determinado grupo de pacientes e aqui já existe a infraestrutura”, ressaltou.juliet

Isenção da taxa de inscrição em concurso público – Nota de esclarecimento

O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) reúne informações cadastrais dos possíveis doadores voluntários de medula óssea do Brasil. Atualmente, é o terceiro maior registro de doadores do mundo com mais de 4 milhões de  pessoas.

O cadastro no REDOME é, por definição, um ato voluntário. Conforme recomendações nacionais e internacionais de diversas organizações relacionadas à atividade, este não pode estar vinculado a nenhum tipo de vantagem ou recompensa.

Ao realizar o cadastro, o doador voluntário permanecerá no Registro até completar 60 anos de idade. Em caso de compatibilidade com um paciente, será contatado para avaliar sua disponibilidade em prosseguir com este processo.

Deste modo, o sucesso do REDOME em identificar doadores para os pacientes que necessitam de um transplante de células-tronco hematopoéticas, depende, além de aspectos técnicos de compatibilidade genética, do nível de comprometimento destes doadores. Uma vez cadastrados, estes deverão manter seus dados pessoais atualizados, conforme diversas ações institucionais veiculadas nos últimos anos.

Por este motivo, o REDOME não concorda com a isenção da taxa de inscrição em concurso público como um incentivo ao cadastro da doação de medula óssea. A inclusão de novos doadores representa um aspecto estratégico, no que se refere à manutenção e expansão do registro brasileiro, e deverá seguir preceitos técnicos a fim de garantir o sucesso de uma atividade que é parte fundamental da política pública de transplantes de órgãos e tecidos.

O REDOME agradece o interesse e o empenho em ajudar os pacientes que necessitam de um transplante de células-tronco hematopoéticas, e se coloca à disposição para outros esclarecimentos necessários.

Fiocruz desenvolve molécula para tratamento de leucemia

Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Calos Chagas (ICC/ Fiocruz Paraná) abrem novas perspectivas para o tratamento de câncer, em especial da Leucemia Linfóide Aguda (LLA). Tratada desde 1970 com terapia que inclui a enzima asparaginase extraída de bactérias, a doença atinge com mais frequência crianças e jovens. No Brasil, cerca de 4 mil pacientes dependem deste tipo de medicamento, importado e utilizado pelos serviços de oncologia do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo desenvolveu uma versão inovadora da asparaginase humana, que passou a ter maior atividade bioquímica após mudanças em sua estrutura, o que confere a ela um potencial terapêutico. A descoberta feita pelos inventores Stephanie Bath de Morais, Nilson Zanchin e Tatiana Brasil, com pedido de patente já depositada, abre perspectivas para o tratamento com uma enzima mais especifica e menos tóxica, uma contribuição importante para o tratamento da leucemia infantil.

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“A enzima obtida a partir de bactérias, embora efetiva no tratamento, provoca uma reação forte do sistema imunológico, causando diversos efeitos colaterais no paciente. A vantagem de se utilizar no tratamento uma proteína de origem humana seria a diminuição dos efeitos colaterais decorrentes do reconhecimento de uma molécula estranha. As células humanas produzem a asparaginase, porém a proteína nativa não apresenta atividade suficiente para utilização como medicamento. Utilizando a expertise do nosso grupo, nosso objetivo foi o de investigar a estrutura dessa molécula. Então, foram realizadas mudanças na sua estrutura que resultaram em atividade compatível com potencial uso terapêutico”, explica a pesquisadora do Laboratório de Proteômica e Engenharia de Proteínas, Tatiana Brasil. “Em quatro anos de pesquisa, identificamos as mudanças necessárias na estrutura da asparaginase humana e produzimos uma molécula inovadora no laboratório”, comemora.

Além da diminuição dos efeitos colaterais causados pelo medicamento disponível hoje no mercado, a descoberta pode abrir a possibilidade de produção nacional de um biofármaco com utilização essencial no tratamento da leucemia. “Hoje, o Brasil importa a asparaginase bacteriana que é utilizada nos serviços de oncologia cadastrados pelo SUS. Com a produção nacional dessa molécula humana inovadora, teríamos a possibilidade de melhorar o tratamento, baratear o custo e reduzir a dependência das importações”, ressalta Tatiana.

Os resultados também reforçam a característica de inovação das pesquisas desenvolvidas nos laboratórios da Fiocruz Paraná. O grupo foi orientado, durante todo o processo de proteção patentária, pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Fiocruz Paraná. “Passamos por duas avaliações e nossa descoberta está com o pedido de patente depositada. Não encontramos dificuldade no processo de proteção, pois os profissionais da Fiocruz nesta área estiveram presentes desde o início do projeto”, lembra a pesquisadora. “Nosso próximo passo é otimizar o processo de produção, e produzirmos a molécula humana modificada em quantidade suficiente para que possamos realizar os testes pré-clínicos a fim confirmar o potencial farmacológico dessa enzima”, finaliza Tatiana.

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-desenvolve-molecula-para-tratamento-de-leucemia